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Ponto de Vista

No JT de ontem (17/10/06) vi uma matéria sobre Nota Fiscal eletrônica (NF-e) e uma grande foto de uma sala de ginástica, no caderno “Seu Dinheiro”.

O título da matéria era “Seu IPTU pode ficar menor”, fazendo referência ao acúmulo de NF-e para a permuta, junto à P.M.S.P., com desconto no valor pago a título de IPTU.

Só para lembrar, é obrigatório (Lei 14.097 de 08/12/05) no Município de São Paulo, a emissão de NF-e para empresas prestadoras de serviços com arrecadação anual de R$ 240 mil, apurados em 2005. Ou seja; R$ 20 mil brutos, ao mês, para uma micro empresa. No ano que vem, será para todas as empresas independente do valor bruto de arrecadação anual, base 2006, e extensivo a todas as empresas do Estado de São Paulo. Pois é! Vamos pagar a conta do Brasil, de novo. Nós e todos os prestadores de serviços do nosso mal administrado país.

Mais uma vez, somos a “Bola da vez”!

Academia é supérfluo. Quem pode freqüentar academia, principalmente à tarde, tem “muito dinheiro no bolso ou não tem o que fazer”. Ginástica pra que? me perguntou um Deputado Federal, certa vez. Respondi que era pra não ser tão barrigudo. Ele riu e me disse que a barriga dele era patrimônio.

A verdade é que somos vistos, pelos nossos governantes, como uma empresa desnecessária, de ganho fácil e excessivo, portanto, passiva de exemplo a outras empresas e à população, como uma pagadora exemplar de impostos. Empresa “Promotora de Saúde”, nem pensar.

Quanto mais falamos, quanto mais trabalhamos no sentido de apresentar a empresa/academia como uma entidade também responsável pela saúde, mais nos deparamos com dirigentes, legisladores e divulgadores cegos, ou ao menos, caolhos. Será que fecham os olhos de propósito? É importante que o empresário faça também a sua parte, educando o seu cliente.

A NF-e é só um exemplo. Observe a real intenção. Quanto se pode obter de desconto no IPTU e quanto é o aumento proposto para 2007? Será que trocamos “Seis por meia dúzia”?

A NF-e será estendida a todos os municípios da União até 2008 e aquelas que dizem não ser atingidas em seu escondido município, enganam-se. Parece que os prestadores de serviços, inclusive os da área da saúde, são os grandes vilões da dívida Brasil. Só a união das forças, reunidas em Sindicatos estaduais, e com empresários participativos, poderá provocar uma mudança de entendimento e proporcionar uma administração estável da Academia.

Estamos aqui, sim, para pagar impostos, mas estamos principalmente para gerar trabalho e promover a saúde, através de uma profissão, tão importante quanto as outras.